quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quando 'eu te amo' fica pobre.

É engraçado como a gente tem essa mania louca de querer resumir tudo em palavras. Palavras. Acho que foi o modo mais eficaz que encontramos pra externar opiniões, pensamentos e algumas vezes até sentimentos.
Sentimentos. Sentimentos são impossíveis de ser resumidos em palavras. Qualquer sentimento, qualquer um. E todo mundo cresce ouvindo isso, que é quase irracional querer falar o que se sente. Sentimentos são pra sentir não pra dizer.
Mas o tempo passa, e sinceramente, eu acredito muito que no intervalo entre a infância e a velhice todos nós ficamos mais imbecis se é que vocês me entendem. A gente perde a essência da criança que a gente era, e só vai recuperar lá na frente, quando a vida chega quase no fim.
E nesse intervalo, a gente esquece de muita coisa importante. Deixa de dar valor a muita coisa importante pra reverenciar coisas fúteis sabe? E uma das coisas que a gente misteriosamente esquece, é de parar de tentar explicar o que a gente sente, e simplesmente sentir. Começamos uma busca totalmente sem sentido, de palavras que possam passar pro outro o nosso sentimento. E isso não existe.
Eu faço isso o tempo todo, tento fazer com que as pessoas entendam meus sentimentos. Foi quando eu percebi que a palavra 'amor' já não era suficiente. Mas amor é o sentimento mais sublime, no mais alto posto dos sentimentos. Eu falo 'eu te amo' e sinto que falta alguma coisa, tô perdida? Completamente.
Parei pra pensar e descobri que esse sentimento que eu me esforço tanto pra dizer, não existe. Não é amor, não é paixão. Não tem nome por que ele não nasceu pra ser dito, ele foi concedido a mim pra ser sentido, da maneira mais pura que existe. Esse sentimento não existe por que ele é só meu. É meu. E é com você que eu quero dividi-lo. Sem palavras.
'Eu te amo' era a frase mais forte que eu conhecia, que carregava a maior responsabilidade do mundo por que trazia com ela a parte mais oculta de um coração. Mas com você, 'eu te amo' ficou simples demais.

x E y / x - y = Ø

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Hoje eu vim falar de morte.

Cada um lida com ela de um jeito, mas sinceramente não acredito que exista alguém que esteja preparado pra ela.
Acredito que a minha própria morte vai ser a menos dolorosa da minha vida. Eu vou morrer, vou estar morta pra sentir a minha falta ou pra chorar no meu enterro.
A morte de alguém próximo, isso sim nos afeta.
Eu, com meus 19 anos e 3 meses de vida, só tive que lidar com a tão temida morte uma vez. Minha bisavó. Eu a amava, até que um dia (lembro perfeitamente) minha mãe chega em casa completamente serena e me pergunta: 'filha, vai comer na vizinha pra gente ir' 'ir pra onde mãe?' 'pro velório de vovózinha'. Fiquei estática. Minha mãe arregalou os olhos: 'filha, achei que você já soubesse, me desculpa. Agora vai lá comer e põe um casaco porque tá frio na rua'. Entrou pro quarto e fechou a porta.
Fiquei na sala, sozinha, sem saber o que fazer e me sentindo a pior pessoa do mundo por não conseguir chorar. Eu tentei, tentei. 'Eu que choro assistindo novela não consigo chorar pela morte da minha bisavó?' era tudo que eu conseguia pensar.
No velório foi a mesma coisa, um pouco pior por ver tantas lágrimas sendo derramadas, por parentes, amigos...nenhuma minha. Depois de horas de lamento, foi o momento do enterro. Fomos caminhando, velando o corpo até a cova, silêncio, cada um fazia sua oração silenciosa, sua súplica, ninguém mais chorava. O corpo de uma pessoa maravilhosa foi descendo, descendo por um buraco feito no chão. Quando o primeiro grão de terra tocou aquela mulher que eu tanto admirava e amava, eu simplismente desabei. Foi naquele momento que eu entendi que eu nunca mais tornaria a vê-la. Eu caí aos prantos, meus tios me segurando, todo mundo foi saindo, entrando nos carros, eu não conseguia ir embora, não conseguia sair dali sabendo que aquela foi a última vez que tinha visto o rosto dela. Até que ouço minha mãe: 'Iarinha sempre foi assim, sempre demorou mais que todo mundo pra entender e lidar com as emoções e sentimentos'.
Eu demoro. Brinco. Faço piada. Finjo não ligar porque eu sei que quando eu lido com isso, dói demais. Não sei lidar com a dor da perda. Mas afinal, alguém sabe?

sábado, 9 de julho de 2011

Melhor que o resto do mundo

Tenho um problema. Um problema bem sério pra ser sincera, que eu não faço a menor idéia de como resolver.
Me acho melhor que o resto do mundo. Sempre penso: 'nossa como fulaninho é dal, se fosse eu no lugar dele jamais faria isso'. O problema tá aí. Só descubro como agiria se fosse fulaninho se eu passasse exatamente pelas mesmas coisas que ele, o que é impossível.
Sempre acho que tenho razão, que sou a que mais sofro, a que merece mais atenção...até quando?
Já fiz tanta coisa que não precisava por me achar esperta demais, preparada pra tudo sabe? Na verdade, eu não tava/estou preparada, nunca estive, nunca vou estar. Tenho que parar de pensar que posso controlar tudo o tempo todo, que posso tentar mudar tudo a hora que quiser.
Existem coisas que não mudam só porque a gente deseja. Existem coisas que mudam mesmo quando a gente tenta impedir. A vida é assim, e eu sempre disse que é isso que eu gosto nela, ela é imprevisível cara. É perfeita assim, meio confusa, bagunçada.
Tenho que aprender a dar um passo de cada vez, como todo mundo faz, como deve ser. É seguro assim. Tenho que parar de tentar dar saltos, atropelar as coisas sabe?
Espero que Deus me abençoe porque eu reconheço que não sou nada e quero mudar. Quero mudar não só pelas pessoas que eu amo mas por mim também. Porque não sou mais que ninguém mas sou melhor do que eu venho sendo.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mais uma vez solidão

Sabe? Às vezes a vida é tão dura. Às vezes a gente é tão fraco. Às vezes morro de vontade de voltar correndo pra casa, de abraçar meus pais e não deixar eles me soltarem nunca mais. Às vezes eu só queria ser criança de novo. Não ter que me preocupar com nada. Poder brincar. Poder errar sem por em risco o resto da minha vida sabe?
Tudo acontece tão rápido. Você nasce, é rodeado de amor e carinho e de repente você está sozinho.
Eu não gosto de ficar sozinha. Li uma frase hoje que falava que a estrada da solidão é tão perigosa que a gente nunca deve passar por ela sozinho. Irônico. Me diz? O que na vida não tem pelo menos uma gota de ironia?
Você pode ter amigos íntimos, ser super próximo dos seus pais, pode pagar um terapeuta, não importa, você está sempre sozinho. Mas essas pessoas são importantes. É tão bom poder preencher esse vazio com a presença de alguém que você ama. É ótimo, mas nunca é suficiente.
Sabe? Eu também sinto medo. E de uns tempos pra cá eu tenho me sentido tão sozinha. Tenho medo de tudo. O futuro amedronta, amedronta, mas nunca chega. O futuro é agora sabe?
E agora eu sei de tanta coisa que eu não sabia quando não me preocupava com o amanhã. E eu descobri que a vida não é bonita não. Descobri que eu faço muito drama. A vida não é boa pra mim, mas não é boa pra ninguém.
Todo mundo tem problemas, todo mundo sabe?
Eu tenho muito medo do futuro. Não por temer não conseguir atingir as expectativas dos meus pais, da igreja, dos meus amigos. Tenho medo de não conseguir ser tudo que eu sou capaz. Tenho medo de olhar pra trás e ver que eu poderia ter feito diferente, melhor sabe?
Sabe? Crescer não é legal, não, não é nada legal.
E eu demorei quase um ano pra perceber isso. E por mais que você cresça, nunca vai conseguir agradar a todos. Por mais que você mude, vai sempre ter alguém que acha que você ainda tem que mudar muito. E você tem, é a vida, se ficar parado os outros pisam.
A vida é tão pesada, tão doída. E dói, dói de verdade, dói lá no fundo, onde ninguém alcança. E a dor dá medo, e o medo te afasta das pessoas.
Conheço gente que tem dificuldade de se abrir com os outros, eu não. Eu tenho problemas pra me abrir comigo mesma. Tenho medo de ver coisas que eu não quero. Tenho medo de não gostar de mim, de não gostar do que eu sou.
E eu sou, ninguém pode ser por mim. Você é, ninguém pode ser por você.
Estamos sozinhos nessa, mais uma vez solidão.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quando encontramos um amor sempre acreditamos ser único, o último.
Amar é sempre lindo, e a beleza está nas formas de amar, nas diferenças dos amores...
Já amei muito na vida. Aí você diz: ''mas você só tem 19 anos, tem muito que aprender''. Concordo. Mas nesses 19 anos também aprendi algumas coisas.
Amor sempre vem pra somar.Amedronta, apavora, é verdade, mas quem nunca riu sozinha e sentiu aquele friozinho na barriga?
Quando eu desisti de amar, disse basta pro meu coração, você chegou devagarinho, apaixonante, misterioso...
Eu não sabia nada sobre você, mas a vontade de decifrar esse seu coração leviano me consumiu por completo. Queria descobrir, fazer parte da sua história agitada, conquistar um pedaço desse seu coração indomável.
Quando eu achei que o amor era besteira você me fez sorrir sozinha antes de dormir. Um sorriso sem motivo aparente...Quando vi tinha me apaixonado...
Achei alguém pra consolar minha alma quebrada, colar meu coração estraçalhado, ocupar o vazio que gritava no meu peito.
E eu abri a ferida. Mesmo com tudo e todos me dizendo pra não fazê-lo. Morri de medo. Mas meu pobre coração é valente, ele sempre quer se arriscar quando existe uma mínima chance de sentir borboletas no estômago sabe?
E por mais que seja clichê, você me fez sorrir de novo, mesmo sentindo dor, você me fez ver o lado bonito de tudo. Derramei lágrimas que eu nem sabia que tinha, e mesmo sem querer, mesmo sem saber, você enxugou todas elas.
Eu vi a possibilidade de sorrir, de ter paz outra vez, com você, e meu coração não pensou duas vezes, agarrou.
Uma chance era tudo que você queria de mim...dar uma chance pra vida me mostrar que amar pode ser simples era tudo que eu precisava. Unir o útil ao agradável. Foi o que fizemos.
Coração acelerado, boca seca, vontade de estar junto...outra vez. Quando eu achava que era impossível você me fez olhar a lua e ver um coelinho *__*
Com você eu arrisco, tento outra vez, sem arrependimentos.
E uma coisa eu digo: É eterno enquanto dura sz'

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vivendo, aprendendo, caindo, tentando, sentindo, amando, sofrendo, morrendo.
Tudo é tão intenso, sempre. Intensidade é tudo. De que adianta viver se não intensamente?
Prefiro fazer tudo do meu jeito, um jeito entregue, disposto ao que a vida tem a oferecer.
Cada dor, lágrima, cada parte que doeu constrói o que você é, faz parte do que você é. Você é a dor, você é o sorriso, você é o que você faz e o que está disposto a fazer.
O que você veste, come, usa, não é nada diante do que você tem na mente. Você pode dominar o universo se quiser, pode ser invencível pra você mesmo.
O sofrimento sempre vai existir, seja culpa sua ou de outro alguém, você vai sofrer, mas saber viver é continuar sorrindo quando tudo faz com que você queira chorar. É seguir firme, e forte, sabendo onde quer chegar e de onde vem.
É enfrentar tudo, bater de frente, dar a cara a tapa. Viver é se arriscar, pisar fundo. O medo existe mas é ele quem te impulsiona, ele permite que você vá além. Que você quebre seus próprios limites. Quebre os limites, supere, porque se pra contar sua vida não forem usados muitos verbos, a história fica monótona .

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A vida passa tão rápido. É tudo muito dinâmico, tudo meio maluco. Viver simplesmente deixando rolar parece ser mais fácil sempre, mas não, nunca é. É muito melhor gastar tempo planejando do que perder tempo depois por falta de planejamento.
Chega uma hora que você tem que parar e rever todas suas decisões sabe? Manter o que tem dado certo e mudar o que te faz sofrer, por mais difícil que isso seja. É melhor trocar um sofrimento eterno por uma dor a curto prazo. É melhor escolher sofrer tudo de uma vez do que dar espaço pra que essa dor nunca tenha fim.
A vida passa tão rápido, pra que perder tempo esperando acontecer? FAÇA acontecer.