quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Deixe meu mundo em paz


E mesmo depois de superar e seguir em frente, sempre vai ter aquela pessoa que você sabe que não te faz bem, mas que para seu mundo com um sorriso. Aí você acaba desejando, inconscientemente que ela pare de sorrir para que seu mundo volte a girar.
Seus amigos a odeiam, você conhece todos os defeitos dela, e são os defeitos que você não aceitaria em ninguém, mas nela, ah, eles ficam menores, menos graves, quase fofos. E você sabe que não é amor, nem paixão, nem carinho, nem afeto, nem admiração. Você sabe o que não é, mas ainda não descobriu o que é.
E é esse não saber que não te deixa esquecer. Parece que para por um ponto final nessa história, para fechar esse ciclo, falta alguma coisa, uma denominação, algo que caracterize esse sentimento, se é que isso pode ser chamado assim. É essa procura estúpida por algo que defina o frio na barriga, a falta de palavras, seu sorriso bobo, sua vontade incontrolável por aquele corpo que te prende a ela, e você nem tem mesmo certeza se quer se soltar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Justificativas

Faz tempo que não dou as caras por aqui, aí resolvi aparecer, falar um 'oi' e tal.
Me sentei em frente o computador, fiquei olhando pro teclado durante uns 10 minutos pensando no que escrever. E sabe? Tudo que eu pensei era tão clichê, tão repetitivo... 'nossa, nada dá certo na minha vida, isso e aquilo outro...'
Não sei se faz algum sentido, mas eu sempre reclamo de estar estagnada, de não dar passos, nem pra frente nem pra trás, e eu posso facilmente justificar essa parada na minha vida, e é o que eu sempre faço, justifico.
Justificativas não mudam nada. Por mais que existam motivos pra eu não ter saído do lugar nos últimos 3 anos (36 meses. 1080 dias. 25920 horas...)nada muda o fato de eu não ter saído do lugar.
Palavras, por mais mágicas e promissoras que sejam, não mudam nada. Ações mudam tudo.
Preciso agir, e só. Não vou divagar mais sobre o assunto porque tudo que falo soa meio hipócrita!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

É evidente

"Eu tenho medo de te dar meu coração
E de confessar que estou nas tuas mãos
Mas não posso imaginar
o que vai ser de mim
Se eu te perder um dia

Eu me afasto e me defendo de você,
mas depois me entrego
Faço tipo, falo coisas que eu não sou,
Mas depois eu nego
Mas a verdade
é que EU SOU LOUCO POR VOCÊ
E tenho medo de pensar em te perder
Eu preciso aceitar que NÃO DÁ MAIS
PARA SEPARAR AS NOSSAS VIDAAAAAAAAAAAAAAAS

E nessa loucura de dizer que não te quero
Vou negando as aparências,
disfarçando as evidências
Mas para que viver fingindo
Se eu não posso enganar meu coração
EU SEI QUE TE AMOOOOOO,
chega de mentiras
De negar meu desejo
EU TE QUERO MAIS QUE TUDO,
eu preciso do teus beijos
EU ENTREGO A MINHA VIDA
PARA VOCÊ FAZER O QUE QUISER DE MIIIIIM,
Só quero ouvir você dizer que sim"

aaaaaaaah, o amor *___*

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Divagações sem o menor sentido.

É engraçado como atribuímos algumas características de certos indivíduos a suas famílias. "Fulano é egoísta, tá no sangue..."
Até que ponto pode-se dizer que nossa carga genética tem influência direta sobre nossa personalidade?
FODA-SE
Sabe? Eu fiz esse blog não foi pra escrever difícil nem bonito, foi simples e unicamente pra desabafar. Isso daqui serve pra eu poder falar o que me der vontade sem ninguém pra me julgar e nem me achar imbecil.
Estou na praça da liberdade...
Muita gente fazendo caminhada, sentada nos bancos, batendo papo...
Amo observar a galera e imaginar como é a vida de cada um deles...se são felizes na profissão que escolheram...se são fiéis aos maridos/noivas/namorados...se são bons pais...
Mas eu gosto mais ainda de tentar imaginar onde essas pessoas estavam a uns anos atrás.
Será que tiravam notas boas no colégio? Será que frequentavam alguma igreja? Será que hoje essas pessoas se arrependem das escolhas que fizeram ontem? A 1 ano? A 10 anos?
Outra coisa que eu amo observar é o céu. Além de lindo, ele está sempre constante. As estrelas tem seus lugares determinados, o sol nasce no oriente e se põe no ocidente, a lua está sempre ali, mesmo que cheia ou minguante (mas isso não tem muito a ver com o que eu tô falando aqui)
Enfim...observando essas pessoas me imagino daqui 1,2,5,10 anos. O que eu vou estar fazendo? Será que vou estar feliz?
Se daqui 10 anos, pudesse dar um conselho pra mim hoje...Se a Iara de 29 por exemplo pudesse se comunicar com a Iara de 19, ajudar, o que será que eu falaria pra eu mesma fazer diferente ou não? O que eu falaria pra eu investir que valeu muito a pena e o que eu falaria pra eu desistir porque por mais que eu tentei, no futuro, vi que foi pura perda de tempo?
Tenho muito medo de acabar não dando certo. No amor, profissionalmente, pessoalmente(?)...Todo mundo quer ser bem sucedido não é mesmo? Mas o que ser bem sucedido significa exatamente?
Não acredito que ter o carro do ano, uma mansão na beira da praia, cagar dinheiro te torne bem sucedido quando não se está feliz, completo.
Em contra partida, ter um grande amor, viver cercado de amigos e não ter nem onde cair morto não é uma idéia muito legal também.
Eu lembro de já ter escrito alguma coisa sobre 'solidão', se sentir sozinho em alguns momentos...por mais que eu me abra com as pessoas, me entregue, em alguns momentos eu só queria sumir, me sinto sozinha demais. Existem problemas (geralmente os existenciais) que ninguém pode me ajudar a resolver, ok, todas as pessoas tem seus problemas, não sou especial por isso. Todo mundo se sente sozinho de vez em quando mas como esse blog é meu eu falo de mim :D ok
Me considero uma pessoa medrosa. Tenho medo de fazer sacrifícios em vão. Tenho medo de me decepcionar com quem eu amo. Tenho medo de decepcionar quem eu amo. Tenho medo de decepcionar a mim mesma. Tenho medo de basicamente tudo.
Sempre acho que as coisas não vão sair como imaginei/planejei.
Não confunda realismo com pessimismo. Acreditar que as coisas não vão dar certo não necessariamente significa achar que elas vão dar errado. A realidade na grande maioria das vezes é ruim, isso não significa que eu seja pessimista.
Eu falo demais, reclamo demais, penso demais, mas agir que é bom.....nada. Sou imbecil.
Tenho medo de me esforçar de verdade pra mudar e mesmo assim não conseguir.

Tem uma parte da minha família que é muito inteligente, muito mesmo sabe?
As pessoas dessa parte da família (a maioria) são orgulhosas, auto suficientes, prepotentes, egoístas...Não sou uma pessoa muito inteligente, mas adivinhem em qual parte da família eu me encaixo?
Não pela inteligencia é claro, mas pelas outras características. Por isso comecei o post como comecei.
Será que sou assim por que essas características estão no meu sangue? Será que é impossível mudar certas coisas na nossa personalidade?
E essa ideia idiota de superioridade? Onde eu assino pra mudar?
Não sei o motivo, mas sempre que me pego pensando no meu futuro me imagino infeliz, por que????
Será que eu não posso sonhar comigo feliz só pra variar?
Ai gente, sabe um daqueles dias que você passa mais tempo pensando em morrer do que vivendo?
E meu dia começou tão bem, não sei o que aconteceu...nem sei o que eu tô falando mais.
Sabe quando você vai escrevendo o que vem na cabeça e quando lê nada faz o menor sentido?

Até!!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Só quem sente sabe

Tentar definir nossos próprios sentimentos já é estranho, definir os sentimentos dos outros é patético.
Não é porque sua vida é linda que a de todo mundo vai ser, não é porque seu amor não deu certo que ninguém sabe amar.
Só quem sente sabe. Só o dono do sentimento sabe o tamanho, a proporção e a veracidade dele. E mesmo sendo dono é impossível definir com absoluta certeza.
Então por favor, se é que eu posso pedir alguma coisa a essa altura do campeonato: Fica na sua, pára de generalizar o sentimentos dos outros baseado na sua desilusão.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quando 'eu te amo' fica pobre.

É engraçado como a gente tem essa mania louca de querer resumir tudo em palavras. Palavras. Acho que foi o modo mais eficaz que encontramos pra externar opiniões, pensamentos e algumas vezes até sentimentos.
Sentimentos. Sentimentos são impossíveis de ser resumidos em palavras. Qualquer sentimento, qualquer um. E todo mundo cresce ouvindo isso, que é quase irracional querer falar o que se sente. Sentimentos são pra sentir não pra dizer.
Mas o tempo passa, e sinceramente, eu acredito muito que no intervalo entre a infância e a velhice todos nós ficamos mais imbecis se é que vocês me entendem. A gente perde a essência da criança que a gente era, e só vai recuperar lá na frente, quando a vida chega quase no fim.
E nesse intervalo, a gente esquece de muita coisa importante. Deixa de dar valor a muita coisa importante pra reverenciar coisas fúteis sabe? E uma das coisas que a gente misteriosamente esquece, é de parar de tentar explicar o que a gente sente, e simplesmente sentir. Começamos uma busca totalmente sem sentido, de palavras que possam passar pro outro o nosso sentimento. E isso não existe.
Eu faço isso o tempo todo, tento fazer com que as pessoas entendam meus sentimentos. Foi quando eu percebi que a palavra 'amor' já não era suficiente. Mas amor é o sentimento mais sublime, no mais alto posto dos sentimentos. Eu falo 'eu te amo' e sinto que falta alguma coisa, tô perdida? Completamente.
Parei pra pensar e descobri que esse sentimento que eu me esforço tanto pra dizer, não existe. Não é amor, não é paixão. Não tem nome por que ele não nasceu pra ser dito, ele foi concedido a mim pra ser sentido, da maneira mais pura que existe. Esse sentimento não existe por que ele é só meu. É meu. E é com você que eu quero dividi-lo. Sem palavras.
'Eu te amo' era a frase mais forte que eu conhecia, que carregava a maior responsabilidade do mundo por que trazia com ela a parte mais oculta de um coração. Mas com você, 'eu te amo' ficou simples demais.

x E y / x - y = Ø

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Hoje eu vim falar de morte.

Cada um lida com ela de um jeito, mas sinceramente não acredito que exista alguém que esteja preparado pra ela.
Acredito que a minha própria morte vai ser a menos dolorosa da minha vida. Eu vou morrer, vou estar morta pra sentir a minha falta ou pra chorar no meu enterro.
A morte de alguém próximo, isso sim nos afeta.
Eu, com meus 19 anos e 3 meses de vida, só tive que lidar com a tão temida morte uma vez. Minha bisavó. Eu a amava, até que um dia (lembro perfeitamente) minha mãe chega em casa completamente serena e me pergunta: 'filha, vai comer na vizinha pra gente ir' 'ir pra onde mãe?' 'pro velório de vovózinha'. Fiquei estática. Minha mãe arregalou os olhos: 'filha, achei que você já soubesse, me desculpa. Agora vai lá comer e põe um casaco porque tá frio na rua'. Entrou pro quarto e fechou a porta.
Fiquei na sala, sozinha, sem saber o que fazer e me sentindo a pior pessoa do mundo por não conseguir chorar. Eu tentei, tentei. 'Eu que choro assistindo novela não consigo chorar pela morte da minha bisavó?' era tudo que eu conseguia pensar.
No velório foi a mesma coisa, um pouco pior por ver tantas lágrimas sendo derramadas, por parentes, amigos...nenhuma minha. Depois de horas de lamento, foi o momento do enterro. Fomos caminhando, velando o corpo até a cova, silêncio, cada um fazia sua oração silenciosa, sua súplica, ninguém mais chorava. O corpo de uma pessoa maravilhosa foi descendo, descendo por um buraco feito no chão. Quando o primeiro grão de terra tocou aquela mulher que eu tanto admirava e amava, eu simplismente desabei. Foi naquele momento que eu entendi que eu nunca mais tornaria a vê-la. Eu caí aos prantos, meus tios me segurando, todo mundo foi saindo, entrando nos carros, eu não conseguia ir embora, não conseguia sair dali sabendo que aquela foi a última vez que tinha visto o rosto dela. Até que ouço minha mãe: 'Iarinha sempre foi assim, sempre demorou mais que todo mundo pra entender e lidar com as emoções e sentimentos'.
Eu demoro. Brinco. Faço piada. Finjo não ligar porque eu sei que quando eu lido com isso, dói demais. Não sei lidar com a dor da perda. Mas afinal, alguém sabe?